Por que tem acessos de Lanzhou e Singapura no meu Google Analytics? (GA4)
O que vem acontecendo
Documentado desde setembro de 2025, gestores de site notaram um aumento de tráfego intenso em seus sites. Inicialmente isso parece bom, com mais visitantes e, em teoria, mais engajamento.
Porém, taxas de engajamento e retenção continuaram baixas, enquanto as visitas inflaram. Isso significa que o tráfego recebido não era real e orgânico.
Em realidade, os picos repentinos no tráfego provavelmente se devem a uma nova forma direcionada de tráfego não autêntico e não humano (bots) que atualmente está contornando os sistemas padrão de filtragem.
A origem desse tráfego é frequentemente rastreada até data centers em regiões como Singapura e China, especificamente em cidades como Lanzhou. O problema é que essas visitas, que geralmente duram menos de 4 segundos, não agregam nenhum valor real ao seu site. Elas distorcem seus indicadores de tráfego, prejudicam suas estatísticas de engajamento e podem prejudicar seu posicionamento SEO ao serem interpretados como visitas de baixa qualidade pelos mecanismos de busca.
Isso se deve à atividade de data centers que operam bots para coleta de dados web e treinamento de modelos de inteligência artificial (IA). Essas visitas geralmente são curtas e resultam em uma inflação falsa do seu fluxo.
Como reconhecer o tráfego invasivo (e se tem no seu site)?
No Google Analytics 4, sites que antes não tinham tráfego vindo da China de repente registram dezenas, centenas ou até milhares de sessões por dia. A cidade de Lanzhou (Gansu, China) aparece como o local dominante, frequentemente acompanhada por Singapura como fonte secundária.
Além disso, fique de olho em elementos como:
- Sessões e acessos curtos, de 0-10 segundos. Bots normalmente seguem um padrão exato de tempo, então quanto mais coincidências, maior a suspeita.
- Taxa de abandono perto de 100%, sem engajamento algum
- Sistemas operacionais antigos, como Windows 7
O Tráfego também é marcado como “direto”. No GA4, O tráfego é marcado como direto quando nenhum referente é detectado. Bots frequentemente usam VPNs, servidores proxy ou requisições diretas de IP, deixando a Analytics, sem escolha a não ser classificá-los como tráfego direto.
O que posso fazer para resolver o problema?
De acordo com o apoio do Google, a causa dos recentes relatos de usuários sobre tráfego incomum vindo da China e de Singapura foi identificada. Equipes internas investigaram esse problema e já prepararam uma solução comprovada.
Enquanto isso, existem medidas a serem tomadas para continuar visualizando dados reais ou até mesmo prevenir sua invasão:
Identifique o padrão de spam: Use a seção de exploração e as dimensões pós-processadas (como informações geográficas) para encontrar a "impressão digital" do spam. Procure padrões como:
-Alto tráfego de um país/cidade específico combinado com engajamento extremamente baixo (por exemplo, duração da sessão < 10 segundos).
-Concentrações incomuns de perfis técnicos específicos ou violações da lógica de eventos.
Crie um segmento de exclusão: Construa um segmento de usuário ou sessão no construtor de exploração com as condições necessárias (por exemplo, exclua sessões onde país = 'Singapura' e duração da sessão < 10).
Aplique aos relatórios: Aplique este segmento de exclusão a qualquer relatório de exploração que você usar para análise e visualize imediatamente seus dados limpos.
Uma solução ao longo prazo está ainda sendo desenvolvida.
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